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Catalisadores no escape : Eles são a solução, não o problema

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Mensagem por Sandro Estanek Dom 29 Set 2013, 11:09

Catalisadores no escape.
Eles são a solução, não o problema.
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Catalisadores no escape

O catalisador é um injustiçado. Assunto recorrente em rodas de conversa, o dispositivo não costuma receber referências elogiosas, apesar de sua missão, digamos, purificadora. Entre seus detratores, corre a ideia de que sua retirada poderia melhorar o desempenho da moto.

A celeuma começou com o Promot – Programa de Controle da Poluição do Ar por Motociclos e Veículos Similares –, que entrou em vigor em 2003. Hoje o programa está em sua terceira etapa, que prevê níveis de emissões quase impossíveis de ser atendidos sem a adoção do catalisador. Isso equipara motos e automóveis nos mesmos limites de emissão.

A lei antipoluição estimula a adoção de tecnologias nas motocicletas. Devemos à lei ambiental a chegada das centrais eletrônicas de processamento que gerenciam ignição e injeção em conjunto, entre outras inovações.

A quarta fase do programa prevê maior rigor nos processos de ensaio de homologação de motocicletas, adotando os mesmos moldes da regulamentação da Comunidade Europeia. Isso exigirá a criação de laboratórios credenciados pelo Inmetro e aceitos pelo Ibama para homologar e depois fiscalizar, com a emissão de relatório semestral, as emissões das motocicletas fabricadas no Brasil. Esses laboratórios poderão estar sediados no exterior. Hoje, em seus laboratórios, as próprias fábricas confirmam as emissões.

O Promot 4 virá em duas etapas. A primeira entra em vigor em janeiro de 2014 e mantém os mesmos índices de emissão aceitos pela fase 3. A segunda parte altera os níveis de emissão em vigor para índices ainda mais exigentes – e só deve vigorar a partir de 2016.

Será utilizado para aferição dos níveis do Promot 4 o ciclo WMTC, de Worldwide Motorcycle Emissions Test Cycle, adotado pela Comunidade Europeia. O critério de homologação das motos não será mais a cilindrada – até 150 cc e acima –, mas a velocidade máxima, separando as motos que superam 130 km/h das que não o fazem. As montadoras vão indicar a velocidade de seus modelos para a homologação.

Cada vez mais limpo
O Promot 4 também prevê o controle das emissões de uma moto ao longo do tempo, garantindo a durabilidade do sistema antipoluição que a equipa.

Hoje, os motociclistas da cidade de São Paulo devem aferir a cada ano os níveis de poluição de suas motos, submetendo-as a uma fiscalização de emissões. Se a moto não atender aos padrões mínimos estabelecidos para o ano de fabricação de seu modelo, seu proprietário fica impedido de renovar o licenciamento e de transferir a motocicleta para outro município.

Apenas em 2016 haverá um acirramento dos limites de emissões. O projeto ainda está em tramitação no Congresso e pode sofrer alterações até sua entrada em vigor.

O catalisador de moto é bem diferente do adotado nos automóveis, embora aplique os mesmos princípios físico-químicos de funcionamento. A ideia básica foi formulada nos anos 50 por Eugene Houdry, um engenheiro francês que morou nos Estados Unidos. Criada para aplicações imóveis em processos industriais que envolvem emissões de gases, chegou à produção automotiva em 1973, também nos EUA.

A ideia consiste em causar reações de contato dos subprodutos nocivos da combustão interna com outros elementos químicos (geralmente metais nobres e caros, como a platina, o ródio e o paládio, nomes que a gente só conhecia da tabela periódica) capazes de provocar sua transformação em moléculas neutras para o ambiente e a saúde.

O catalisador motociclístico é formado por uma colmeia metálica que transforma, mediante aceleração de reação química, os gases tóxicos emitidos pela queima do combustível em gases inofensivos. Ou seja, em vez de CO (monóxido de carbono), NOX (óxido de nitrogênio) e HC (hidrocarbonetos ou combustível cru), emite CO2 (dióxido de carbono ou gás carbônico), H20 (água) e N2 (nitrogênio).

Nos carros, geralmente ele é uma colmeia de cerâmica dentro de um tubo mais espesso que a tubulação de escape. Essa solução não se adapta às motos por causa do peso, do volume e da fragilidade da cerâmica, já que os escapamentos de moto são mais sujeitos a vibrações e impactos que o dos carros. A colmeia, ideal para aumentar a superfície de contato dos gases expelidos com os materiais que causam as reações de oxidação – e ao mesmo tempo não restringir o fluxo dos gases –, é também de liga metálica nas motos. É mais cara, mas muito mais leve e de menor inércia térmica. Aquece e esfria mais rápido.

O catalisador começa a realizar sua mágica quando atinge cerca de 150 ºC, o que ocorre em segundos.

Com a elevação da temperatura, sua eficiência aumenta. Os catalisadores exigem cromados de qualidade à sua volta, para que não escureçam e fiquem com aquela aparência de queimado. É por isso, também, que cada vez mais modelos têm os escapes de cor preta.

Catalisadores no escape : Eles são a solução, não o problema C3ta

Mexeu, perdeu
Assim, o catalisador motociclístico fica quase sempre dentro de um espessamento do tubo de escape, agora quase inexoravelmente de inox, próximo da saída do coletor ou adiante, na ponteira – onde quase sempre há mais espaço. Sim, sua adoção aumenta o peso da moto, ainda que só um pouquinho, e tem causado reflexo no design motociclístico, em que a distribuição de massas é crítica: já reparou a quantidade de motos em que o escape fica sob o motor, quase oculto?

O Conama (órgão que fiscaliza o Promot) obriga a que os catalisadores adotados nas motos tenham vida útil de pelo menos 30 000 km rodados, mas os fabricantes asseguram que ela está próxima da vida útil do motor, ou de cerca de 80 000 km.

As motocicletas são, cada vez mais, sistemas complexos. Qualquer alteração leva a um desajuste do sistema de gerenciamento do motor (ou a uma desregulagem do carburador), exigin- do ajustes e até a troca de componentes. A motocicleta foi projetada e testada com o catalisador. Sua retirada, além de aumentar a emissão de poluentes e o consumo de combustível, vai exigir uma regulagem completa do motor e eventualmente ajustes no sistema eletrônico de gerenciamento.

Outro procedimento contraindicado é o uso de aditivos não especificados pelo fabricante ao combustível. Eles podem aderir às finas paredes do catalisador, reduzindo a ocorrência das reações químicas benéficas e até mesmo atrapalhando o fluxo dos gases de escapamento. Isso também ocorre com o óleo, daí que motos “fumando” (queimando o lubrificante por desgaste interno) não só poluem mais por causa disso como também têm a eficiência do catalisador comprometida. Além de retificar o motor, é bom prever a troca do componente.

Outra recomendação é abastecer sempre em postos de reconhecida idoneidade, procurando não colocar apenas o combustível de melhor preço que encontrar. Pelo contrário, fuja das promoções e use sempre o melhor e mais confiável combustível que puder.

Por Eduardo Viotti
Revista quatro rodas.
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Mensagem por Hans Blackbullet Dom 29 Set 2013, 14:20

Muito elucidativo o artigo, parabéns.

Entretanto, não consegui ser convencido da proposta do post: A de que retirar o catalizador não aumenta a performance da motocicleta, ao contrário do que dita a crença entre os motociclistas e se me permite, entre os preparadores e equipes de competição também, o que inclui as equipes de preparação de motovelocidade e superbike.

Existe uma tentativa sim desenfreada de engenheiros (perceptivelmente querendo valorizar seu trabalho, o que é louvável...) e outras pessoas mais céticas de mistificar a construção, adaptação, preparação, personalização e modificação de veículos no Brasil.

Realmente, modificar um veículo, seja para qual fim for desejável, implica não só na modificação em si como também em modificações indiretas e mais profundas, de cunho extremamente técnico e de extrema importância quando se deseja um resultado ótimo.

Também o argumento de que não se pode modificar veículos para outros fins que não aos quais fora fabricado cai por terra quando se admite o fato de que a imensa maioria dos veículos produzidos e vendidos no mundo inteiro extrapolam os limites de velocidade máxima permitida em todas as partes do mundo, com raríssimas exceções. E assim deve ser, porque o contrário não permitiria a venda e manutenção da economia mundial, visto que atualmente o setor automotivo e motociclístico é considerado uma âncora para o desenvolvimento econômico.

Assim, qualquer pessoa que compre e pague por seu veículo tem o direito de fazer com ele o que bem entender, mesmo que modificá-lo, desde que dentro de ações razoáveis de implicações legais e sociais, bem como responder por isso.

Retirar o catalizador ainda é sim considerado uma excelente forma de incrementar a performance de um veículo, e o sucesso desta modificação obviamente implica em alterar outros componentes e parâmetros do veículo que se fizerem necessários para que o objetivo final seja atingido, ainda que em função disso o veículo continue tendo o potencial de extrapolar os limites legais de emissões de gases ou de regras de trânsito, assim como da mesma forma quando original de fábrica.

Também vale um parêntesis, onde não obtenho respostas plausíveis: Moto sem catalizador polui mais sim, mas caminhões com lacres abertos, soltando fumaça em nossos rostos e em nossa atmosfera, assim como ônibus e outros, não poluem muito mais do que as motos e carros sem catalizador? Então, que raios - a frota de caminhões e ônibus do país supera em quantos os pequenos veículos a gasolina? O quanto emite uma motocicleta bem regulada injetada e preparada, face a um só caminhão que roda centenas de quilômetros "socando" enxofre na atomosfera?

Me parece tolo e um tanto óbvio a imaturidade de nossa sociedade e governantes em insistir no cerco aos pequenos veículos quando deveriam realmente se preocupar em normatizar, controlar e punir os responsáveis pelo "grosso" da poluição? Porque, senhores, não me digam que motos e carros bem regulados e com sistemas de antipoluentes eficazes resolvam o problema de emissões de poluentes, enquanto os "heróis das estradas" que transportam as riquezas e a força de trabalho de nosso país continuam a soltar toneladas e mais toneladas de poluentes em nossa atmosfera... ou pelo meos não acreditem em minha ingenuidade a respeito.

É certamente OUTRA a discussão sobre a forma de se executar a modificação, suas complexidades, necessidades e implicações para que se atinjam os níveis dos objetivos almejados.

E se assim não fosse, personalidades como Ayrton Senna, Marc Simoncello entre incontáveis outros não teriam sucumbido nos esportes como heróis fazendo o que gostavam, mas sim como "moleques irresponsáveis e rachadores delinquentes", como costumam ser rotulados todos os que praticam esportes veiculares nas ruas e estradas, tanto os amadores quanto os mais famosos até que a sorte lhes sorria e os coloquem em um ambiente de competições controlado e evidenciado, que permita desta forma seu reconhecimento como "herói".

Tantos amigos e conhecidos temos que RESPONSAVELMENTE pilotam em ruas e estradas, de forma esportiva, muitas vezes quebrando a tênue linha que separa o lícito da contravenção, sem que para isso devam ser rotulados de "retardados", até que a sorte lhes falte e os envolva em algum acidente.

Fato é que a sociedade sempre terá em uma mão o afago, a idolatria desenfreada pelos pilotos que tanta adrenalina e coragem trazem a seus admiradores, e na outra mão o chicote da justiça que se faz cega e implacável a ponto de se tornar medíocre quando comparado a crimes hediondos de assassinatos, roubos e violações dos direitos do cidadão trabalhador e sem punição justa.

É, amigos. Nesta sociedade de visão relativa, continuaremos sendo anjos que voam sem asas, mas taxados de demônios delinquentes.

Por isso, continuem mexendo, adaptando e preparando seus veículos de forma responsável e técnica, com muita informação e seriedade, para que seus objetivos sejam alcançados.

Esta é apenas minha humilde opinião, sem a intenção de ofender ou contrapor a crença de qualquer pessoa.

Grande abraço a todos.

Hans Blackbullet.
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Mensagem por otakumike Dom 29 Set 2013, 18:24

Falou tudo Hans!!!!!!
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